ETERNAMENTE LIVRE


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Na inquietude do meu ser,

Meu pensamento cria asas,

Voa e anda ora na penumbra, ora na luz.

Quer conhecer-me,

Quer ver-me, investigar.

Necessita saber o real sentido da vida

E me pergunto se o que sei,

Penso e imagino é fruto de uma lucidez.

O que é ser normal?

Sou normal?

Somos normais?

Até onde podemos ir aonde chegar?

Quais os limites existenciais?

O que posso alcançar?

Sei que de alguma forma estou atada a algo.

Há correntes, algemas que prendem, sufocam.

Porém meu espírito é livre, anda, voa, ri e chora.

Fico feliz quando ele se lança num vôo desesperado,

Sem hora para voltar, nas madrugadas penetra em todos os cantos,

Visita lugares sente os cheiros no ar,

Entra nos castelos,

Percorre os cômodos,

Encontra caminhos estreitos, pedras, espinhos.

Vai até a profundidade dos mares,

Mergulha entre os paredões,

Encontra saída e sobe aos céus,

Brinca com as estrelas e volta extasiado,

Saciado com o que viu, sentiu, .

Adormece intensamente esperando o novo amanhecer

E recomeça tudo novamente.

Assim vive incessantemente em busca do que sou,

Do que vejo e sinto.

A cada vôo ele se lança mais alto e chegará o dia em que não haverá retorno,

A viagem terá chegado ao fim,

Seguirei apenas a luz e saberei sobre a verdadeira existência,

A minha missão, o que está predestinado,

Então entenderei que toda procura me levará a algo desconhecido,

Oculto misterioso e somente será revelado no vôo sem volta.

Conhecerei os segredos da vida e morte,

Estarei em outras terras, em outros céus,

Então serei eternamente Livre e grata.